dezembro 17, 2012

O Apalpador chega a Marim !!


Desde a A.C. Almuinha vimos convidando ao Apalpador nos últimos anos a nossa vila, e este ano nom será menos, polo que por quarto ano esta figura tradicional galega destas datas percorrerá as rúas de Marim.

O Apalpador percorrerá as rúas de Marim, acompanhado de vári@s ajudantes miúdinh@s e de músicos, o vindeiro día 31 de dezembro a partir das 17:00 horas, achegándo-se aos parques infantís, pra apalpar as barrigas dos cativos, vendo que tal comerom ao longo do ano, e repartindo caramelos.

A continuaçom visitará a Feira de Artesania, que este ano terá lugar no Parque Eguren, onde a partir das 18:00 horas organizamos umha pequena obra de títeres, e haverá modelos de cartas pra enviar-lhe ao Apalpador e debuxos pra colorear... A continuaçom participará na entrega de prémios do concurso de cartas relacionado com o Apalpador organizado por QGM. A visita rematará cums vinhos e ums pinchos, a partir das 19:00 horas, pra despedir o ano 2012.

O Apalpador, também conhecido como Apalpabarrigas ou Pandigueiro, nom é ningúm invento moderno, é um personagem mítico próprio destas datas do ano. O ámbito geográfico no que se recolhem os seus testemunhos orais é a zona da alta montanha luguesa, terras de Lóuzara, o Caurel e o Cebreiro. Porém, a presença da lenda podería abranguer Quiroga e os Ancares.

O Apalpador vive nas devesas adicándo-se a fazer carbom e caracteríza-se fisicamente polo seu grande tamanho, viste boina e traje esfarrapado e com remendos, fuma em pipa e aliménta-se com bagas salvagens e os porcos que caza no monte. Ao rematar o ano baixa da súa escura morada para ir visitar os nenos e nenas galegas e chega quando estes estám durmidos, apálpa-lhes a barriga para ver se estám fartos ou se tenhem fame. Se estám cheios di-lhes “Assi, assi esteas todo o ano” e deixa-lhes umha presa de castanhas; se pola contra estám famentos, fica calado e deixa-lhe também umha mancheia de castanhas.

Mas a nossa personagem também trae agasalhos, mas a diferença doutras figuras do nadal som fabricados por el mesmo ou reciclados, fomentando valores como a solidariedade e a xenerosidade entre os máis novos, e fuxindo do ánimo hiperconsumista que caracteriza outras personagens próprias destas datas.
 

dezembro 12, 2012

ALMUINHA APOIA A MANIFESTAÇOM DOS MARINHEIROS DE MAURITÁNIA




Desde a A.C. Almuinha queremos manifestar o nosso apoio à manifestaçom convocada esta sexta-feira 14 de dezembro em Marim com o obxectivo de reclamar umha soluçom definitiva pra os marinheiros de Mauritánia. 

Como já é conhecido, desde o 31 de julho os 24 barcos conxeladores arrastreiros galegos que faenavam em augas de Mauritánia, com tripulaçons maioritariamente das comarcas do Morrraço e Vigo, virom-se forçados a abandonar o caladoiro mauritano depois de rematar o anterior acordo entre a U.E. e o pais africano. 

Desde a entrada do nosso Pais na U.E. o número de barcos que faenava em augas saharianas reduziu-se dos 250 barcos no ano 1986 até os 24 que ficavam no primeiro semestre deste ano, devido à indefensom continua por parte das distintas instituiçons deste sector que é vital pra economia da Galiza, e particularmente da nossa vila e comarca.

Desde a A.C. Almuinha sumámo-nos às reivindicaçons dos marinheiros e reclamamos o inicio de negociaçons com o obxecto de acadar um novo acordo pesqueiro que permita regresar ao trabalho aos barcos galegos em augas do país magrebí, pois por outra banda nom hai motivos que xustifiquem a expulsom do caladoiro, já que a expulsom nom se deve a motivos biológicos, posto que o caladoiro do que se bota aos nossos barcos será ocupado por barcos chineses, que venhem de acadar um acordo com Mauritánia pra faenar neste caladoiro nos vindeiros 25 anos.

Também apoiamos as medidas que estám a levar a cabo os marinheiros, como o peche no concelho de Marim, pra reclamar o cobro das ajudas pactadas. Nos últimos dias, o Instituto Social de la Marina (ISM) informou de que tam só 22 trabalhadores, sobre ums 150, vam receber as ajudas polo cesamento da actividade.

novembro 26, 2012

"Decreto do Plurilingüismo" do PP rejeitado pola Justiça


Desde a A.C. Almuinha queremos fazer pública a nossa satisfacçom ante a resoluçom emitida a passada quinta-feira, 22 de novembro, polo Tribunal Superior de Xustiza da Galiza (TSXG) em relaçom ao conhecido como Decreto do Plurilingüismo, Decreto 79/2010, aprobado pola Xunta da Galiza do PP na passada legislatura.

O TSXG considera ilegais, na sua resoluçom, 2 artigos fundamentais do mencionado Decreto imposto polo PP em contra da opiniom de todos os sindicatos, organizaçons estudantís, movementos de renovaçom pedagógica, associaçons de nais e pais da Galiza e da maioría da sociedade galega. Malia que tanto o Presidente da Xunta, Núñez Feijoó, como o Conselheiro de Cultura, Educaçom e Ordenaçom Universitária, Jesús Vázquez, procurem infravalorar a importancia da resoluçom dizindo que tam só som 2 artigos ou que representam o 5% do Decreto, é innegável que som 2 artigos fundamentais.

O primeiro dos artigos que o TSXG estima contrario a direito é o artigo 5.2, que fai referência à consulta às nais e pais no ensino infantil. O TSXG afirma que a Administraçom abdica das suas responsabilidades e que a eleiçom de lingua fica fora da "esfera de eleiçom dos pais". Graças a este artigo, o galego ficou excluido nestes anos num 96% das escolas das cidades, xustamente onde mais necesidade existe de potenciar o galego.

O outro artigo ilegal é o 12.3, que permite ao alumnado utilizar o castelám ainda que a materia seja impartida em galego, nom garantindo assi a adquisiçom da competência na lingua própria do nosso Pais.

Amais, o TSXG lembra que o galego deve ter "um trato diferenciado sobre o castelám numha proporçom razoável" pra garantir a igualdade entre as 2 linguas oficiais na Galiza, com o que reconhece que na actualidade essa igualdade nom existe.

Esta resoluçom do TSXG engáde-se ao III Informe do Conselho de Europa relativo à aplicaçom da Carta Europeia das Linguas Rexionais ou Minoritárias emitido poucos dias antes, no que a instituiçom europeia acusa à Xunta do seu incumprimento e critica a política lingüística seguida pola Xunta de Galiza, posto que entre outros incumprimentos nom garante o direito a receber um ensino em galego a quem o deseje.

Estas resoluçons nom fam senom dar-nos a raçom a quem vimos denunciando a política lingüística impulsada polo PP, contraria à normalizaçom do galego.

Desde a A.C. Almuinha consideramos dumha enorme gravidade que os responsáveis políticos que governam o nosso País sejam reprendidos por nom defender e desproteger a lingua própria da nossa terra, por instancias distintas como o TSXG ou o Conselho de Europa. Cremos que é um governo indigno, ao que lhe solicitamos a inmediata derrogaçom do mencionado Decreto e o inicio dum proceso que permita aprobar umha nova norma reguladora do uso das linguas no ensino que garanta o ensino em galego.

Tendo em conta que o Decreto nom é umha aposta do Conselheiro de Cultura, Jesús Vázquez, senom do próprio presidente da Xunta da Galiza, nom imos solicitar a dimisom do Conselheiro de Cultura. Consideramos que, por dignidade e dada a gravidade dos factos, o PP devera renunciar a formar governo e convocar novas eleiçons. A sociedade galega nom pode permitir-se o luxo de ter um Governo galegófobo que ataca a nossa lingua reduzindo-lhe espaços no ensino, desprotegendo-a, ponhendo trabas à normalizaçom e favorecendo o agravamento da situaçom da nossa lingua.

outubro 11, 2012

12 de Outubro: nada a celebrar



Esta ilustraçom demonstra o que significou o "decobrimento"
de América: "Os espanhóis tiravam aos bebés do peito das suas
nais, os colhiam polos pés e golpeavam as suas cabeças contra
as rochas... Construiam grandes longas forcas e colgavam aos
 nativos americanos ao mesmo tempo em nome de "Cristo
 Nuestro Salvador y los doze Apósoles". Depois, colocavam
  palha acarom dos corpos e os queimavam vivos"
A A.C. Almuinha manifesta, a respeito da data feriada do 12 de Outubro “Festa Nacional de Espanha” ou “Dia da Hispanidade” o seguinte:

“Festa Nacional”, denominaçom errada: Espanha nom é umha naçom se nom que é o nome de um estado onde existem quatro naçons que som o povo espanhol de cultura e língua castelhana, os Paises Catalans de língua e cultura catalã (Principado, Ilhas Baleares e o Pais Valenciano), o Pais Basco (que inclue dentro do estado espanhol as comunidades autónomas de Navarra e o Pais Basco) e Galiza que inclue a comunidade autónoma galega e os territórios adjacentes de cultura galega na comunidade de Astúries e nas províncias de Llion e Samora na comunidade de Castela-Llion.

O 12 de Outubro de 2012 cumprem-se 520 anos da chegada as costas americanas das tropas enviadas pola monarquia castelhano-aragonesa dos chamados Reis Católicos. Consideramos que esta data supujo o começo de umha trágica história para os paises de América por que provocou um etnocídio selvagem com o fim de submeter violentamente os povos americanos para poder estabelecer durante séculos a pilhagem das suas pertenças. Nessa altura Galiza veu igualmente conquistado o seu território polas tropas espanholas comandadas por Acuña e Chinchilla, massacrando o nosso povo e sustituindo as suas elites económicas e políticas no processo que se deu em chamar “Doma e Castraçom de Galiza”. Portanto também nom há nada que celebrar para o povo galego.

Hoje, em pleno século XXI as oligarquias que controlam e dirigem o estado espanhol estám mesmo a plantejar na prática uma volta ao passado recente de triste lembrança quando os desígnios das naçons peninsulares estavam baixo a bota da ditadura militar golpista de Franco. Estám a ameaçar aos povos que manifestam o seu desejo de exprimir de forma pacífica e democrática a sua vontade de se gerir a sim proprios. Estám a evitar fazer da península um território de povos livres que mudem umha situaçom de submetimento dos mais febles ao mais poderoso e de confronto contínuo à outra de convivència e cooperaçom em pé de igualdade.

A involuçom política que percuram as oligarquias do estado espanhol persegue manter os seus privilégios sobre os povos trabalhadores como Galiza. O capitalismo espanhol quer salvar a sua crise metendo a mão no peto das pessoas que menos têm e daí devém a suas políticas de liquidaçom do já precário estado do bem-estar. Submeter às e aos trabalhadores e nomeadamente, aos dos povos sem soberania como Galiza, onde temos os salários e as pensons mais baixas do estado, é a saida que acham mais doada para manter a suas taxas de ganho e fazer frente à crise financeira que as mesmas oligarquias criarom. Socializar os custos da sua crise mesmo quando os lucros rematam sempre no peto da minoria de sempre e nom revirtem na maioria. Mais umha razom para nom celebrar nada.

Neste cenário cinzento, só podemos olhar com esperança o sucesso de povos como o venezuelano e o cubano que continuam defendendo a sua independência nacional e de governos como o argentino ou o equatoriano que velam polos interesses dos seus povos respeitivos impedindo que grandes corporaçons multinacionais continuem como aves de rapina a explorar os seus recursos sem beneficiar os paises nos que assentam. Confiamos em que o nosso povo também decida quanto antes defender em justiça os interesses que lhe som próprios.

agosto 08, 2012

Fora touradas espanholas da Galiza !



A A.C. Almuinha manifesta o seu apoio aos atos organizados para esta semana pola plataforma cidadá “TOURADAS FORA DE PONTE VEDRA” em protesto contra os selvagens eventos que têm lugar nestes dias na cidade do Lerez. Animamos a participarem a todas as pessoas sensíveis ante a defesa da natureza e da nossa cultura, nomeadamente na manifestaçom do próximo sábado dia 11 que sairá da Peregrina às 20h.

As touradas atentam contra a dignidade e a vida dos animais num espetáculo cruel e selvagem que degrada a nossa moral. Os seres humanos som mais umha espécie animal que devemos compartilhar o nosso meio com o resto de espécies de jeito sustentável.

Só por essa condiçom já estamos contra as touradas mas além disso som manifestaçons de uma cultura alheia a Galiza. Som próprias da colonizaçom cultural espanhola que procura a liquidaçom da identidade cultural galega desde a língua até as nossa festas, nega a nossa história nacional e as nossas tradiçons e evita a nossa auto-consciência como galegas e galegos.

Rejeitamos ademais o lamentável espetáculo que, cada Agosto, supom a assistência à Praça de Sam Roque das autoridades coloniais espanholas na Galiza, cargos nas diferentes administraçons, defensoras e vozeiras da oligarquia espanhola e perpetradoras nos últimos tempos dos ataques mais furibundos contra os direitos da classe trabalhadora. É muito insultante que ditas autoridades, de mão dada com os “persoeiros” mais reacionários e nacionalistas espanhóis da cena local, fumem os seus havanos entre cúmplices sorrisos, ao tempo que dúzias de milheiros de cidadás na Galiza estám a passar fome e penúrias, a sofrer o desemprego e a nom albiscar mais futuro para as suas filhas e filhos que tomar de novo o dramático caminho de emigraçom.

FORA TOURADAS ESPANHOLAS DA GALIZA!

PAREMOS O FASCISMO!

julho 12, 2012

Denunciamos ao Concelho de Marim

Os colectivos Almuinha, O Ronsel, Defende o Monte Pituco, Luita Verde, Queremos Galego Marín, Colectivo Nacionalista de Marín e a Plataforma en Defensa dos Montes do Morrazo veñen de presentar diante da Dirección Xeral de Patrimonio un escrito de denuncia contra o concello de Marín por coorganizar e permitir a celebración dunha proba de trial no Bosque de Cadro.

No citado recinto localízase o complexo rupestre denominado “Petróglifos do Bosque de Cadro”, xacemento da Idade do Bronce, consistente e 5 grupos de petróglifos, e catalogado no Inventario Xeral de Patrimonio de Galiza co número de rexistro GA36026024, dentro da categoría de Ben de Interese Cultural (BIC).

Distintos colectivos sociais da vila, entre os que están os que asinan o escrito de denuncia, presentaron con anterioridade á celebración da proba un escrito, tanto no concello como na Dirección Xeral de Patrimonio, solicitando a suspensión da proba por entendermos que podería ter unha afección negativa sobre os petróglifos, tendo en conta as características que teñen as probas de trial, xa que as rochas adoitan formar parte dos obstáculos a superar polas motos, e que unha parte dos petróglifos citados están na actualidade ilocalizábeis debido a décadas de abandono.


Segundo o artigo 4 da Lei 8/1995 de 30 de outubro de 1995, do Patrimonio Cultural de Galiza, os concellos teñen a obriga de protexer, defender, realzar e dar a coñecer o valor cultural dos bens integrantes do patrimonio cultural de Galiza que se localicen no seu termo municipal. Ademais correspóndelles, adoptar en caso de urxencia, as medidas cautelares necesarias para salvagardar os bens de patrimonio cultural os bens de patrimonio cultural de Galiza que visen o seu interese ameazado.

O concello incumpriu a conciencia este artigo, sendo coorganizador do evento e permitindo a súa celebración, chegando a poñerse en contacto, a través da secretaria da alcaldesa, cun membro da Plataforma en Defensa dos Montes do Morrazo para que subira ao recinto co concelleiro de eventos e festexos, José Luis Lago, e ver o percorrido da proba e ver como o petróglifo localizado estaba rodeado cunha cinta.

Só polo feito de realizar esta proba sen comunicar nin solicitar autorización a Patrimonio xa supón cometer unha infracción da normativa vixente.

A Plataforma en Defensa dos Montes de Morrazo e o resto dos colectivos asinantes entendemos, e así llo fixemos saber, que nós non eramos quen tiñamos que conceder ou non os permisos para a realización da proba, que simplesmente informábamos, tal como obriga o artigo 3 da Lei 8/1995, do perigo de destrución ou deterioro dun ben integrante do patrimonio cultural de Galiza.

No escrito (
http://defendeomorrazo.wordpress.com/2012/06/26/a-plataforma-presenta-un-escrito-pedindo-a-suspension-da-proba-de-trial-nos-arredores-do-complexo-rupestre-do-bosque-de-cadro/) presentado con anterioridade á proba solicitando a súa suspensión informábamos da área de protección que distintas leis marcaban para os Bens de Interese Cultural (BIC), 200 metros, e que polo tanto rodear cunha cinta o petróglifo localizado ademais de incumprir a lei era unha burla e que se ativera ás posíbeis consecuencias no caso de seguir adiante coa proba.

Nese sentido, e dacordo co artigo 90 da Lei 8/1995, consideramos que o concello de Marín cometeu unha infracción leve por non notificar e carecer do permiso da Consellaría de Cultura para a realización do evento e solicitamos que se abra un expediente sancionador contra o concello de Marín que segundo estabelece a propia lei poderá chegar até 60.101,21€.

julho 08, 2012

ROMARIA DA PÁTRIA 2012 !!!


O Sábado dia 21 de Julho na Casa da Cultura de Seixo vamos fazer uma pequena romaria popular antecipando-nos ao Dia da Pátria de 2012.

Temos planeado às 17:00 uma saída à Ria nas embarcaçons tradicionais disponibilizadas polo Grupo Cultural O Ronsel de Seixo, e depois fazer um pequeno jantar popular (arroz com bacalhau ou um prato vegetariano) com um prezo de 10 euros por pessoa. Depois da ceia vamos ter música em vivo, com Mini e Mero (ex-Fuxan os Ventos e integrantes da Quenlla) e depois foliada com Maravallada e Os Chichisos.

Vamos, que vai ser uma grande festa e gostávamos de contar contigo!

Com o reduzido número de pessoas que podem ir nos barcos, ainda que faremos várias saídas, vamos dar prioridade àqueles que fiquem ao jantar para ir ver a ria desde dentro. Enquanto uns esperamos a quenda para subir nos barcos organizamos simultaneamente uma visita aos moinhos do Rio Loira.

Se queres desfrutar da Ria, da música tradicional e dum ambiente festivo e reivindicativo, por favor, confirma-nos a tua assistência quanto antes.

junho 28, 2012

Valedor do Povo apoia Almuinha ante a regedora de Marim Maria Ramalho (PP)

“O VALEDOR DO POBO DÁ A RAZÓN A ALMUINHA NA SÚA QUEIXA CONTRA O CONCELLO DE MARÍN POLA PÉSIMA XESTIÓN DAS SUBVENCIÓNS CULTURAIS”


O pasado 3 de maio presentabamos ao Valedor do Pobo a nosa queixa contra o Concello de Marín ante a súa negativa a recibirnos e ofrecernos información acerca das subvencións.

Onte, 27 de Xuño, a A.C. Almuinha recibía o informe do Valedor do Pobo no que se transcribía textualmente o informe remitido pola Alcaldesa, Maria Ramallo, no que recoñece a situación denunciada (“falta de notificación, negativa a recibir e informar, a paralización dunha axuda”) xustificando que “tomou posesión ó 11.06.2011”, que como non se resolveu a convocatoria 2009 “non xerou dereito económico algún” e que no 2012 convocou as axudas.

Ante dito informe o Valedor do Pobo en funcións, José Julio Fernández Rodríguez, recorda ao Concello de Marín que ten obriga de: INFORMAR ás asociacións sobre a paralización do expediente (“o feito de que unha convocatoria non se resolva non exime ao órgano convocante de dirixirse as persoas, físicas ou xurídicas, que concorreron a ela xustificando os motivos polos que a convocatoria queda sen resolver”); XUSTIFICAR o problema orzamentario e cal foi o destino final dos fondos asignados; CONTESTAR POR ESCRITO a todas as solicitudes de información (INCLUIDA Á DA A.C. ALMUINHA).

Ademais, engade “e deixando à marxe a responsabilidade dun concreto equipo municial, O CERTO É QUE NIN O DERRADEIRO NIN O ACTUAL TEÑEN OBSERVADO A NORMATIVA REGULADORA DOS DEREITOS DE PARTICIPACIÓN E INFORMACIÓN DOS VECIÑOS PREVISTOS NA LEI”.

Neste senso, o Valedor remite ao Concello de Marín un RECORDATORIO DOS SEUS DEREITOS LEGAIS e solicítalles unha resposta de resolución.

Sentímonos satisfeitos porque todo apunta a que pronto tamén teremos unha reunión persoal cos responsables políticos onde intentaremos coñecer por que o Concello de Marín non resolve a convocatoria do ano 2009, por que non se convocaron as de 2010 e 2011 e a que entidades se lles concedeu axudas individuais e baixo que criterio. E por outra banda, esixir que, sendo coñecedores/as da situación de desamparo na que deixa a paralización do expediente a moitas entidades coma a nosa, retomen o expediente e o resolvan.

Amais, a nosa maior satisfacción é que a nosa queixa tamén valerá para que o resto de asociacións reciban as comunicacións por escrito e na forma correspondente. Un dereito conquistado para todos/as.

junho 27, 2012

Instamos a proteçom do nosso património ante a barbárie destrutora

Intáncia apresentada no Concelho de Marim pola nossa associaçom:

"Enterados/as que dentro das actividades da VII Concentración Mototurística Vila de Marín, promovidas polo Concello de Marín e o Moto Club Pontus Veteris Pontevedra, o vindeiro 1 de xullo ás 9 da mañá está previsto a celebración dunha proba do Campionato Galego de Trial nas instalacións municipais do Eco-parque do Bosque do Cadro, onde figura tamén como organizador o Motor Club de Aldán. Polo que informamos e denunciamos que;

No recinto do citado lugar e dentro de solo rústico de protección de espazos naturais Montes do Morrazo, localízase o complexo rupestre denominado "Petróglifos do Bosque do Cadro", xacemento arqueolóxico da Idade do Bronce consistente en 5 grupos de petróglifos e catalogado no Inventario Xeral de Patrimonio Cultural de Galicia co nº de Rexistro GA36026024, englobado na categoría de "Ben de Interese Cultural" (BIC).

Segundo a Lei 8/1995, de 30 de outubro, do Patrimonio Cultural de Galicia calquera actuación no seu ámbito de protección necesita de autorización por parte da Consellaría de Cultura, da que non temos constancia.

A parte da área integral, a área de protección dentro de solo rústico de protección patrimonial, segundo o art. 30 de ordenanza reguladora do solo non urbanizable de protección do patrimonio incluída na Orde 14/5/1991, de 14 de maio, polo que se aproban as Normas Complementarias e Subsidiarias de Planeamento da Coruña, Lugo, Ourense e Pontevedra é de 200 metros para os restos arqueolóxicos, incluídos os petróglifos, a partir do vestixio máis exterior do ben que se protexe, ou , cando varios elementos singulares se articulan en conxunto, trazarase a partir dos elementos exteriores do conxunto abarcando a totalidade del.

Unha parte dos petróglifos, debido a décadas de abandono, están na actualidade ilocalizables polo que, xa simplemente por precaución, entendemos que non debería autorizarse a citada proba no lugar ante posibles danos ao patrimonio existente.

A realización desta proba pode ter unha afección negativa sobre estes petróglifos, sobre todo se temos en conta o tipo de proba, dado que o trial ten apetencia polas rochas ao ar libre e que para a organización da proba e o deseño do circuito non se tivo en conta a presenza dos petróglifos.

Polo exposto;

SOLICITA:

A comprobación dos feitos e que non se autorice a citada proba do campionato galego de trial na área de protección nin nas proximidades do complexo rupestre dos Petróglifos do Bosque do Cadro.

A recuperación e posta en valor do citado complexo rupestre.

A inspección e catalogación dun novo petróglifo atopado nas proximidades do Bosque do Cadro, sito a maior altitude, no alto dos Pedrouzos e preto do xacemento medieval catalogado de Castelo de Barbudo (GA36026005), dentro da súa área de protección."

junho 19, 2012

Escolhe bem: escolhe o galego para as tuas filhas e filhos

Nestes dias dará começo o praço de matrícula no Ensino Infantil na Galiza, e no momento da sua formalizaçom, o Centro Escolar, por mandato da Consellería de Educación, entregará aos pais e às nais umha enquisa em relaçom com o uso do galego, que determinará a lingua que será empregada nas aulas com os/as cativos/as, ainda que esta informaçom é ocultada de jeito intencionado.

A familia e a escola som as 2 instituiçons mais importantes na educaçom dos/as nossos/as filhos/as e pra transmisom da nossa lingua, que está numha situaçom límite na nossa vila. Esta afirmaçom basease na realidade que podemos observar nas aulas e nos parques da nossa vila, onde nom resulta moi difícil corroborar esta afirmaçom, lugares nos que podemos comprobar como a porcentagem de nen@s galegofalantes é practicamente do 0%. Se @s nen@s nom usam o galego, quem o vai falar no futuro? É este o futuro que queremos para a nossa lingua?

Se bem a o ámbito familiar é moi importante para o futuro da lingua, a escola nom o é menos, já que é nela onde os/as nenos/as passam umha boa parte da sua vida, onde se relacionam com outros rapaces/zas, e é bem conhecido que a escola foi um factor fundamental na desgaleguizaçom do nosso pais. Ainda que no ámbito familiar se empregue o galego, @s noss@s filh@s cambiam ao castelám na escola.

Escolher o galego nesta enquisa é apostar por el e garantir o seu futuro. Hai poucas semanas vivimos um novo Dia das Letras Galegas, onde a práctica totalidade d@s galeg@s manifestamos o orgulho de ter umha lingua própria e os nossos desejos de que tenha futuro. Mas a lingua, ao igual que qualquer outra cousa, nom se defende com palavras, senom com factos, com umha actitude comprometida, consequente e coherente. De pouco vale dizer que queremos moito o galego se logo nom fazemos nada na nossa vida cotiá por el, se nom o usamos e o mantemos afastado da nossa vida, ao igual que de pouco serve dizer que queremos um medio ambiente limpo e logo botamos o lixo no monte.

Este é um momento no que os pais e as nais podem amosar a sua implicaçom com a lingua, apostando por ela, e garantindo que tenha futuro. Por isso, fazemos um chamamento aos pais e às nais para que na enquisa que lhe será entregada polo seu Centro Escolar seleccionem o galego no momento de formalizar a matrícula do Ensino Infantil, já que este é o único jeito de garantir umhas competências mínimas na lingua do nosso pais. A lingua é o maior património que temos @s galeg@s, umha construçom colectiva do nosso povo feita ao longo de mais de 1000 anos, e que nas últimas décadas está a ser acurralada pola imposiçom do castelám.

Por último, queremos denunciar este procedemento empregado polo governo galego do PP, que dum jeito escuro e manipulador, procura obter a legitimidade social a través dumha enquisa-engano pra continuar promovendo o dominio do castelám. Resulta lamentável que o governo de tod@s @s galeg@s estea empenhado em discriminar o galego e favorecer o castelám, é umha actitude vergonhenta contra a lingua e a cultura do próprio pais, que devera levar aparelhado o mais absoluto rejeitamento por parte de toda a populaçom. Com o Decreto actualmente em vigor, elaborado polo PP, o galego fica totalmente desprotegido nas áreas mais castelanizadas, que é onde se deveram aplicar medidas positivas cara o galego, para poder garantir o futuro da nossa lingua, já que deste jeito temos ámbitos, sobre todo os urbanos, onde o galego fica marginado socialmente e o ensino promove e favorece essa discriminaçom. Desde logo, nestes ámbitos amplamente castelanizados, haverá rapaces que esteam mais familiarizados com o castelám e ainda com o inglés que com o galego, sendo umha situaçom que nom se pode definir doutro jeito que de lamentável.



junho 14, 2012

Contra os recheios no Rego de Maceira


Publicamos a continuaçom a alegaçom apresentada no Concelho de Marim pela Associaçom Cultural Almuinha contra os recheios no Rego de Maceira (Concelho de Marim), incluído nas áreas naturais de Outeiro da Carvalhosa e Sam Lourenço, integradas dentro do espaço natural dos Montes do Morrazo dentro de solo rústico de especial protecçom de espaços naturais polas NN CC e SS de Planeamento da Província de Ponte Vedra, onde nom som permitidos os recheios nem armazenamentos de inertes dentro dos seus usos.

A Associaçom Cultural Almuinha:

EXPÓN:


Que estando en información pública con expediente de clave DH.W36.14902 a solicitude de autorización para recheo e nivelación de terreo para almacenamento de inertes nos lugares de Alto da Cruz da Maceira, San Lourenzo e Outeiro da Carballosa, no concello de Moaña, por parte da empresa EXCONGAL SL, formula as seguintes ALEGACIÓNS;

1. O Concello de Moaña fai constar no seu escrito de 26 de abril de 2012 “necesitamos precisar de xeito indubidable a posición das distintas actuacións solicitadas a fin de que sean adecuadamente valoradas pola Xunta de Goberno Local, polo que débese superpoñer aos distintos planos topográficos as coordenadas UTM nos vérticas e posicións máis salientables”. En base a isto Augas de Galicia remite este informe a EXCONGAL o 7 de maio, mais non consta na presente información pública de solicitude de autorización ningún dos datos solicitados anteriormente polo concello.

2. As áreas naturais de Outeiro da Carballosa e San Lourenzo están integradas dentro do espazo natural dos Montes do Morrazo dentro de solo rústico de protección forestal polas NN CC e SS de Planeamento da Provincia de Pontevedra, onde non están permitidos os recheos nin almacenamentos de inertes dentro dos seus usos.

3. A única evidencia de terreos que aporta a na memoria descriptiva dos traballos a realizar expostos na información pública, están sitos en solo rústico de especial protección forestal e de ribeiras, canles e augas na parcela 922 do polígono 40, cunha superficie de 10.952 m2, na parroquia de Santo Tomé de Piñeiro, do Concello de Marín, perto do Alto da Maceira, que non se corresponde coa parcela 156 do polígono 54 nin cos 23.500 m2 propostos na presente información pública.

4. A parcela está enriba do nacemento do rego da Maceira, afluente do Loira, e con data 14/11/2011 existen senllos informes ténicos do enxeñeiro de camiños, canais e portos Alberto Bosquet Herreros desfavorables á autorización solicitada ó existir dous regatos que constitúen dominio público hidráulico (artigo 2 do Regulamento do dominio público hidráulico, aprobado polo Real Decreto 849/1986, do 11 de abril) ocupando as obras a zona de servidume dun dos regatos.

5. A intención por parte da empresa de efectualo recheo só pola marxe dereita do regato deixando libres os 5 metros da zona de servidume extraída do informe de comprobación sobre as obras de recheo e almacenamento de inertes realizado o 22-02-2012 polo guarda fluvial GE-36346, forma parte dunha longa serie de incongruencias e nalgunhas veces falsidades dentro do conxunto da tramitación desta solicitude de autorización como se comproba no informe técnico elaborado o 14/11/2011 polo enxeñeiro de camiños, canais e portos Alberto Bosquet Herreros ou o do biólogo titulado superior ambiental do Servizo de Conservación da Natureza, Santiago Perez Poza, que o 21/05/2012 expón “Con relación á solicitude das obras de referencia, unha vez inspeccionado o lugar e revisada a documentación remitida, informámoslle que con data 3/05/2012, levouse a cabo unha reunión con representantes da empresa solicitante, confirmándose que as actuacións reflectidas na memoria non se corresponden coa obra que pretenden realizar, xa que obsérvanse contradicións na situación das obras, que se sitúan primeiro no concello de Moaña e despois no concello de Marín. Segundo a versión da empresa, as distintas localizacións que se contemplan na memoria corresponden a antigos proxectos xa descartados, e que as obras que se solicitan sitúanse nunha leira das que aparecen no anexo fotográfico, pero que non se corresponden cos datos catastrais facilitados. Con tal motivo, Ignacio Piñeiro, en representación da empresa EXCONGAL S.L. comunicou a súa decisión de presentar unha nova solicitude corrixindo os erros, ante a imposibilidade de informar sobre a presente petición”.

6. EXCONGAL SL non é unha empresa que destaque polo respeto pola legalidade e o medio ambiente e de feito con data 18-01-2008 o Servizo de Urbanismo e Inspección Territorial da Consellería de Política Territorial remitiu Informe Proposta con nº OT107A-2007/57-4 de inicio de expediente de Reposición da Legalidade Urbanística por movementos de terras e recheos en solo rústico de protección forestal sen autorización autonómica e sen licenza e inicio de expediente sancionador contra desta mesma empresa pola autoría de verquidos no Alto da Cruz da Maceira.

Eses verquidos sen autorización (onde non só se verqueron terras e pedraplén como agora di pretender realizar senón que daquela tamén se verqueu entullos de obra como anacos de pavimento asfaltado, formigon e cerámicas esmaltadas converténdose nun vertedeiro incontrolado, que aínda se pode observar na actualidade pola zona), son os que están anexos ao extremo oeste da parcela onde agora a empresa solicita a presente autorización de recheo para almacenamento de inertes, co que na realidade EXCONGAL SL pretende ampliar partindo dunha ilegalidade a superficie de verquido para maior impacto ambiental e paisaxístico.

A memoria descriptiva do proxecto, ocultando esta realidade, desvaloriza o medio de xeito totalmente interesado e velaí parágrafos como “ trátase de monte baixo principalmente, pois a parcela foi talada recientemente”, “a fauna da zona de estudo repoboará a parcela canto cese a actividade”, “dada a escasa entidade do proxecto, que a parcela encóntrase nunha zona xa alterada e que só e visible dende a estrada PO-313 pode considerarse que os traballos provocarán un impacto leve”, “esta liña de auga que percorre non ten capacidade incisiva para marcar un leito ben definido e só funciona como eixo de evacuación das augas pluviais” ou “o arroio da Maceira discorre cun caudal exíguo que os meses ou épocas de sequía desaparece e é a única corriente de auga que percorre a conca hidrográfica da área de estudo”.

E pretende obviar premeditadamente que estamos ante un proxecto que en solo rústico de especial protección forestal anexo a outro de especial protección de espazos naturais Montes do Morrazo, contempla recheos de ata 10 metros de altura nunha superficie de 23.500 m2 cun volume aproximado de 53.300 m3 na fonda conca de nacemento do rego da Maceira arredor dos 400 metros de altitude sobre o nivel do mar, onde existe xa un tupido bosque de ribeira de asociación ameneiro, salgueiro e bidueiro e augas sin apenas alteración nin contaminación ao non existir edificacións, industrias ou poboación humana residente, e que mais abaixo esas augas forman parte do fértil val de Miñán e Piñeiro, en plena zona de actividade rural e agrícola, antes de enlazar co rego principal do Loira.

5. Afecta tamén as áreas de protección e seguridade do tendido eléctrico de alta tensión Lourizán-Cangas e da PO-313 dentro de solo rústico de protección de infraestruturas

Polo alegado;

SOLICITA:

O informe desfavorable e anulación da solicitude con expediente de clave DH.W36.14902 a solicitude de autorización para recheo e nivelación de terreo para almacenamento de inertes nos lugares de Alto da Cruz da Maceira, San Lourenzo e Outeiro da Carballosa por parte da empresa EXCONGAL SL

Marín, a 11 de xuño de 2012

maio 31, 2012

Almuinha rejeita Dia das Forças Armadas Espanholas em Marim

Desde a A.C. Almuinha queremos manifestar o nosso mais profundo rejeitamento aos actos que vam ter lugar na nossa vila com motivo do .

Parece que o PP está empenhado em celevrar periodicamente actos circenses, como foi nom hai moito tempo o acto de restituiçom do nome de Jaime Janer a umha rua da nossa vila, com os que distraer à populaçom nos tempos tam graves que estamos a viver. Mentres tanto, outros assuntos de maior importáncia som esquecidos, e o governo municipal do PP segue sem ter tempo para receber a nossa associaçom, nim sequera para fazer umha chamada telefónica, que leva meses reclamando umha reuniom, e véndo-nos na obriga de ter que recorrer ao Valedor do Povo, que vem de comunicar-nos que admitiu a trámite a nossa queija.

A A.C. Almuinha é umha associaçom sócio-cultural, e a alguém póde-lhe resultar estranho que umha associaçom deste carácter tome possicionamento em questons como estas, mas é um facto inquestionável que as manifestaçons culturais dos povos estám directamente influidas pola sua situaçom sócio-política; por isto nom podemos ficar à margem de certos temas que vam além do estritamente cultural. A situaçom económica, social, cultural e lingüística do nosso pais vem determinada pola situaçom de dependência respeito a Espanha; malia que isto resulta dumha obviedade escandalosa, nom está de mais que o repitamos as vezes que sejam necessárias.

É por isto que o atraso económico da Galiza vem determinado pola situaçom de falta de soberania política da nossa terra; que a situaçom dramática da nossa lingua está directamente relacionada com a imposiçom do castelám na Galiza... E as Forças Armadas Espanholas tenhem por misom ,estabelecida na Constituiçom Espanhola no seu artigo 8, de "garantir a soberania e independência de Espanha, defender a sua integridade territorial e o ordenamento constitucional"; é dizer, as Forças Armadas Espanholas som as encarregadas de, mediante as armas, asegurar a dependência do nosso pais a Espanha. Por isto, nom queremos as Forças Armadas Espanholas na Galiza.

Mas se o espectáculo circense que vai ter lugar nas ruas de Marim o vindeiro sábado nom fosse suficiente, consideramos insultante nos tempos nos que estamos, nos que na Galiza hai mais dum 20% de pessoas em situaçom de desemprego e umha porcentagem moi importante de pessoas que ano tras ano vem-se obrigadas a emigrar para poder sobreviver, posto que sua terra nom atopam trabalho, que se vaia organizar conferências dirigidas aos estudantes da nossa vila para oferecer-lhes como umha saida "laboral" a entrada no Exército Espanhol.

Isto é o que nos oferece o Estado Espanhol aos/às galegos/as? Dependência, paro, emigraçom, infravaloraçom do próprio... e trabalho no Exército? Para rematar, queremos fazer um chamamento à populaçom para que nom participe nestes actos e manifeste o seu rejeitamento a este tipo de actos.

maio 28, 2012

COMUNICADO DE APOIO À MARCHA CONTRA CELULOSAS



Este ano novamente a Associaçom Cultural Almuinha vai acompanhar a Marcha contra Celulosas o Sábado 2 de Junho com saída às 19:30 desde a Alameda de Marim, pois partilhamos com a Asociación pola Defensa da Ría (APDR) que este é um ano crítico respeito à manutenção da fábrica na sua actual localização.

Apoiar a Marcha este ano é dizer-lhe ao governo central e autonómico que a cidadania não quer manter por mais tempo a ENCE na ria e que não entenderia que se modificasse a Lei de Costas para permitir mais 30 anos de contaminação, enfermidades e alergias ao pé da ria.

Apoiar a Marcha este ano também é denunciar e querer impedir a desfeita ambiental que ENCE está a provocar por toda Galiza com monocultivo de eucalipto, espécie pirófita, e agora com a sua campanha de fumigações aéreas de um produto tóxico, persistente, bio-acumulável e de elevado risco aquático. Estas fumigações incluem zonas habitadas, cursos fluviais e espaços da Rede Natura com a única justificação de proteger os seus interesses económicos a custa da saúde das pessoas e da biodiversidade galega.

Este ano mais que nunca Almuinha encoraja a todos os vizinhos e vizinhas de Marim a acompanhar a Marcha contra Celulosas em defesa do ambiente e da saúde das pessoas.

2018? AGORA!

maio 24, 2012

O Valedor do Pobo admite a trámite a queixa da A.C. Almuinha contra o concello de Marín

O pasado 3 de maio presentábamos ao Valedor do Pobo a nosa queixa contra o Concello de Marín ante a súa negativa a recibirnos e ofrecernos información acerca das subvencións.

Con data do 21 de maio recibimos a notificación do Valedor do Pobo pola que se nos informa de quea queixa reúne os requisitos formais e que iniciará as actuacións oportunas ante o Concello de Marín, ao cal solicitará un informe acerca desta actuación.

Unha vez máis, dende A.C.Almuinha facemos un novo chamamento e agardamos que o goberno local, que tanto “presumiu de talante” nas eleccións municipais, se decida a manter unha reunión con nós.

O noso obxectivo non é outro que por unha banda, coñecer por qué non resolven á convocatoria do ano 2009, por qué non convocaron as de 2010 e 2011 e a que entidades se lles concedeuaxudas individuais e baixo que criterio. E por outra banda, esixir que, sendo coñecedores/as da situación de desamparo na que deixa a paralización do expediente a moitas entidades coma a nosa,retomen o expediente e o resolvan.

maio 07, 2012

Almuinha organiza a Festa da Lingua en Marín este sábado 12 de maio






Baixo o lema “O galego, a nosa forma de estar no mundo”, a A.C. Almuinha organiza este sábado 12 de maio a 5ª Festa da Lingua. Con este lema queremos reivindicar a nosa lingua como extensa e útil, unha lingua viva e en movemento que nos permite comunicarnos entre nós e co resto do mundo.

Esta festa, coma en anos anteriores, quere parecerse o máximo á nosa lingua, para iso deseñamos unha festa de rúa, feita para a participación popular que terá como escenario principal a alameda de Marín mais que tamén percorrerá as rúas de Marín con diversos pasarrúas.

A festa que comezará ás 11 da mañá contará coa presenza dos grupos de música Os Chichisos, Son de Marín e as pandeireteiras A Chaneiras que interpretarán diversas pezas da música tradicional galega. Coma en anos anteriores para @s máis pequen@s haberá unha solta de libros cedidos pola editorial Kalandraka, xogos populares e a actuación dun magnifico contacontos pertencente ao grupo de teatro A Esmorga que promete ser un divertido e entretido espectáculo. Durante toda a mañán tamén se proxectarán diversos videos realizados a prol do galego e da súa plena normalización.

Como novidade este ano contaremos tamén coa presenza dunha asociación cultural basca, Bixi Bixi, que nos trae dende Pasaia unha demostración do entroido típico de Euskal Herria.

A partir das 2 da tarde a festa trasládase ao pavillón da Cañota onde antes do último aberto de billarda da tempada na conferencia sur ás 16:30 da tarde, haberá un xantar a base de churrasco, ensaladilla, sobremesa, café e licores ou menú vexetariano cuxo prezo é de 10€ sendo necesario reservar con antelación no teléfono 606 59 53 10 ou ben enviando un correo a a.c.almuinha@gmail.com

maio 04, 2012

A A.C.Almuinha presenta unha queixa ao Valedor do Pobo ante a negativa do Concello de Marín a recibirnos

Dende o pasado 27 de Decembro, a A.C. Almuinha e todas as persoas que a compoñemos estamos a agardar a chamada da Concellería de Cultura. Levamos dende hai case cinco meses procurando información acerca das subvencións culturais 2009. O pasado mes de marzo, coñecimos a través da prensa que se decidira paralizar o expediente e non convocar as axudas correspondentes aos anos 2010 e 2011.
Ante isto, Almuinha solicitou no Rexistro do Concello que se retomase e resolvese o expediente, que informasen acerca de onde se aplicou esa partida orzamentaria e os criterios de adxudicación para as axudas individuais.
Despois de case un mes dende a última solicitude e encontrándonos novamente sen resposta ou pronunciamento algún por parte dalgún membro do goberno local, decidímonos a facer unha queixa formal ao Valedor do Pobo.
Almuinha leva realizando actividades culturais na nosa vila dende a súa creación no 2008 e tan só un ano recibimos axuda algunha por parte do Concello. ESIXIMOS SEXA TRAMITADO O EXPEDIENTE E SE RESOLVAN AS SUBVENCIÓNS CORRESPONDENTES AO ANO 2009.

abril 06, 2012

Rosalía voltará a ter un espazo público en Marín

As asociacións culturais Queremos Galego Marín e Almuinha, que durante o pasado mes de marzo iniciamos a campaña conxunta a prol da designación dun espazo público no noso concello co nome de Rosalía de Castro, manifestamos a nosa satisfacción ante a noticia de que o actual goberno local decidise levar a cabo tal proposta. Queremos trasladar a nosa noraboa a todas as persoas, colectivos, asociacións, organizacións,... que traballaron e amosaron o seu apoio a esta iniciativa, coa súa participación e colaboración nos diversos actos organizados, e promovéndoa e difundíndoa a través das redes sociais e outros medios.

É, sen dúbida, motivo de alegría que Marín volva formar parte da orgullosa lista de concellos galegos que contan no seu vieiro coa presenza da ilustre embaixadora de noso país, a nosa cultura e a nosa lingua en todo o mundo.

Queremos Galego Marín e Almuinha animan e esperan que as demais organizacións políticas que integran a corporación municipal secunden esta iniciativa e felicita a todas as veciñas e veciños por esta boa nova.

Día de Rosalía

Dende aquí aproveitamos, ademais, para anunciar que esta circunstancia non fai máis que animarnos a seguir organizando actividades en torno á figura e obra rosaliana e, instamos, como colofón ao restablecemento do recoñecemento debido, a que o Concello inclúa dentro do calendario de efemérides e celebracións anuais o 24 de febreiro como DÍA DE ROSALÍA, en conmemoración do nacemento da insigne escritora; iniciativa impulsada pola Asociación de Escritoras e Escritores en lingua galega e que está a contar co apoio de colectivos e asociacións de todo o país.

março 22, 2012

A A. C. Almuinha esixe ao actual goberno a tramitación do expediente das subvencións culturais do ano 2009

O pasado 19 de marzo María Ramallo informou aos medios de comunicación a súa decisión de non retomar o expediente das subvencións culturais do ano 2009.


Ante isto, queremos recalcar que Almuinha levaba meses esixindo unha resposta ante esta cuestión, solicitándose incluso por Rexistro unha reunión coa Concelleira de Cultura, e da que non obtivemos resposta. Parécenos lamentábel e de pouco “talante” que non nos convocasen a unha reunión (ou aínda que só fose unha chamada) e tres meses despois atopemos a resposta nos medios de comunicación: a paralización do expediente.


Se ben é certo que a resolución destas bases non correspondía ao actual goberno, sí lle correspondeu a decisión de “transpapelar” ou non o expediente. E lamentabelmente, María Ramallo deu por “zanxada” a polémica ofertando as axudas deste presente ano. A dúbida que se nos plantexa e que acontece entón cos 14000 € que estaban presupostados para esta partida, mais con bastante probabilidade nunca o saibamos.


Con respecto ás convocatorias 2010 e 2011, María Ramallo pronunciouse con que non se convocarían, xa que se tramitaron e concederon axudas individuais durante estes anos.


Almuinha quere apuntar que neses anos solicitou este tipo de axudas para a realización da súa tradicional “Festa da Lingua” e a concelleira de cultura nese momento, Esther Crespo, afirmaba que as axudas serían por convocatoria pública. Non podemos se non criticar a “parcialidade” na concesión destas axudas e a exclusión da nosa asociación en particular que non puido ser beneficiaria nin das axudas puntuais nin das anuais. Probabelmente, haberá máis...


Todo isto consecuencia directa dunhas nefastas xestións e un escaso compromiso co fomento da nosa lingua e cultura.


Almuinha leva realizando actividades culturais na nosa vila dende a súa creación no 2008 e tan só un ano recibimos axuda algunha por parte do Concello. ESIXIMOS SEXA TRAMITADO O EXPEDIENTE E SE RESOLVAN AS SUBVENCIÓNS CORRESPONDENTES AO ANO 2009.


março 18, 2012

Reivindicando a Rosalía: Charla sobre a Galiza de Rosalía con Anxo Angueira


Despois do obradoiro de poesía no que os e as participantes, arredor de 30 persoas, puideron da man de Emilio Xosé Ínsua analisar a poesía de Rosalía e coñecer a través da mesma a sociedade na que vivíu e as inquedanzas que moveron á nosa poeta, este mércores 21, Día da Poesía, as xornadas Reivindicando a Rosalía continuarán cunha charla, ás 20hs no museo Manuel Torres, titulada "A Galiza de Rosalía" que contará coa participación de Anxo Angueira.

Anxo Angueira Viturro é doutor en Filoloxía Galega e profesor no ensino secundario e universitario e un dos grandes coñecedores da obra de Rosalía da que ten publicado "Rosalía de Castro. Antoloxía" (Xerais, 2003) e "Rosalía 21" (coord., Xerais / Consellería de Cultura da Xunta de Galicia, 2009).

No ámbito da creación literaria ten as seguintes publicacións: Val de Ramirás (1989), O valo de Manselle (Xerais, 1996), Bágoas de facer illas (Xerais, 1997), Libro da Vertixe (1997), Pensa nao (Premio Xerais de Novela 1999), Terra de Iria. Viaxe ó país de Rosalía de Castro (2002), A morte de A. (Xerais, 2003) e Fóra do sagrado (Xerais, 2007). No ámbito da investigación publicou De Rosalía a Dieste. 33 Anos das Letras (Xerais, 1995), La poésie galicienne de 1936 à 1990 (1999), e estudos sobre diferentes autores coma Curros Enríquez ou o poeta berciano Fernández Morales. e Méndez Ferrín, do que realizou Guía de Lectura de Con pólvora e magnolias (Xerais, 1992), as edicións críticas de Poesía enteira de Heriberto Bens (Xerais, 1999) e Bretaña, Esmeraldina (Xerais, 2007) e o presente volume, que analiza polo miúdo as claves desta complexa novela de viaxes “Terra de Iria” (2003).

março 13, 2012

O goberno local convoca as subvencións culturais 2012 esquecendo as do 2011 e 2010 e deixando ser resolver 2009

O pasado venres a nosa Asociación enviaba aos medios de comunicación unha nota de prensa onde denunciábamos que o Concello de Marín, e máis concretamente a Concellaría de Cultura, non daba resposta á nosa asociación sobre o que estaba a acontecer coas subvencións culturais.

Como informamos, estaban pendentes de resolución as axudas correspondentes ao ano 2009 e pendentes de convocar os anos 2010 e 2011.

Onte, 12 de marzo, vimos publicado no BOP que o Concello de Marín vén de facer pública a convocatoria para as axudas ás asociacións culturais para o ano 2012.

Isto leva a “supoñer” que directamente “esquezan” que nos anos 2010 e 2011 as entidades culturais en Marín continuamos a desenvolver as nosas actividades. Leva a “supoñer” que o esforzo realizado para presentar e seguir a solicitude de subvención 2009 ficará sen resolver. E leva a dubidar que quizais as entidades culturais fagamos a solicitude deste ano e tampouco se saiba nunca máis nada. Non se pode cualificar doutro xeito que de lamentábel.

Ademais, as bases para a concesión das axudas establece uns criterios de adxudicación, ao noso modo de ver, un tanto “ambiguos” xa que non se establecen uns criterios definidos de puntuación. Tamén, resulta curioso que non se estableza como un criterio puntuábel a traxectoria e antigüidade da entidade solicitante.

De Almuinha esiximos unha vez máis que se resolvan as axudas do 2009 e que se convoquen as de 2010 e 2011 e se FACILITE A GRAN LABOR QUE FAN MOITAS ENTIDADES CULTURAIS POLA PROMOCIÓN DA NOSA LINGUA E CULTURA NA NOSA VILA.

março 12, 2012

Reivindicando a Rosalía: obradoiro de poesía con Emilio Xosé Ínsua

Despois do éxito do recital colectivo feminino do pasado xoves 8, Día Internacional da Muller, as asociacións Almuinha e Queremos Galego Marín continuamos realizando esta semana máis actividades para reivindicar a figura de Rosalía e reclamar un espazo público co seu nome en Marín.

Este venres 16 a partir das 20hs no museo Manuel Torres haberá un obradoiro de poesía a cargo do profesor e escritor Emilio Xosé Ínsua no que os e as asistentes poderán aprender a ler, interpretar e crear versos.

Emilio Xosé Ínsua é doutor en filoloxía galego-portuguesa pola Universidade de Compostela e profesor de lingua e literaturas galegas. Forma parte da redacción da revista Cerna, editada por Adega. Foi socio fundador da Mesa pola Normalización Lingüística e membro durante o periodo 1997-2002 do consello da editora "Letras de Cal".

Como poeta, ademais de colaborar en diversos volumes colectivos e participar en numerosos recitais por toda Galiza, publicou no ano 1995 o libro "Devalar das esperas" e no ano 2002 resultou gañador da IV edición do Premio de Poesía "Prados Ledesma" do concello de Viveiro co poemario "Acontece ás veces a tenrura".

De Almuinha e Queremos Galego Marín queremos agradecer a Defende o Pituco, Asociación de Mulleres o Abeiro, Asociación de Mulleres de Moaña, Mulheres Nacionalistas Galegas, Memoria Histórica de Marín, Marcha Mundial das Mulleres e persoas a título individual que participaron no recital de poesía lendo, cantando e pintando a pancarta reclamando un espazo público para Rosalía que posteriormente foi pendurada nun balado continuo á praza 8 de Marzo onde transcorreu o acto. Pódense ver fotos do acto premendo
aquí.

março 09, 2012

O GOBERNO LOCAL SEGUE SEN DAR RESPOSTA ÁS ENTIDADES CULTURAIS

Dende o pasado mes de decembro Almuinha está na procura de que alguén lle ofreza algunha información acerca do estado de tramitación das subvencións culturais do ano 2009 (publicadas no BOP do 4 de marzo de 2010 cunha aplicación orzamentaria de 14.000 €).

Dende hai tres meses, Almuinha chamou, envíou mails, achegouse persoalmente e presentou no Rexistro do Concello con data do 27 de decembro unha solicitude de reunión coa Concelleira de Cultura co obxecto de coñecer porque non se resolven. Lamentablemente, ninguén se pronuncia ao respecto. O cal leva a pensar en certas irregularidades acerca da tramitación e adxudicación destas axudas.

Dende Almuinha non podemos se non denunciar esta situación inxusta e arbritaria, que leva a que algunhas entidades reciban o “beneplácito” para certas actividades puntuais e deixa desamparadas ás que non gozan de certos “contactos”.

No ano 2010 resolvéronse as subvencións culturais do ano 2008 e dende o 2009 non se volveron convocar esas axudas. Estando na actualidade pendente a resolución do ano 2009 e pendentes de convocatoria os anos 2010, 2011 e 2012. Sendo este procedemento de adxudicación máis transparente e baixo criterios máis xustos e igualitarios.

Dende A.C. Almuinha ESIXIMOS unha RESPOSTA INMEDIATA en referencia a esta cuestión, así como, unha APOSTA FIRME POR RESPOSTAR ÁS NECESIDADES DAS ENTIDADES CULTURAIS DUN XEITO XUSTO E IGUALITARIO.





Nota de prensa da Plataforma em Defensa dos Montes do Morrazo

Publicamos a nota de prensa enviada pola Plataforma en Defensa dos Montes do Morrazo con motivo da alegación presentada, tamén pola nosa asociación, este luns día 5 de marzo ao Plan Sectorial de Ordenación de Áreas Empresariais de Galiza. Publicamos tamén a alegación presentada.

A Plataforma en Defensa dos Montes do Morrazo tal como xa dixera no seu momento presentou ante a Dirección Xeral do Instituto Galego de Vivenda e Solo (IGVS) Consellería de Medio Ambiente, Territorio e Infraestruturas as súas alegacións ao Plan Sectorial de Ordenación de Áreas Empresariais de Galicia que preve construír até 2024 uns 42,7 millóns de metros cadrados repartidos en 119 novos polígonos que se virían sumar aos 19 millóns de metros cadrados dos 213 polígonos existentes en toda Galicia.

Dentro deste plan sectorial, aínda que con moi baixa puntuación, a Xunta inclúe dúas áreas empresariais, unha entre Marín e Moaña que, aínda ilocalizada, xuntaría os proxectos de polígonos da Pastoriza e da Cruz de Maceira, e outra entre Marín e Pontevedra, que collería parte da proposta do monte Pornedo do concello de Marín e grande parte dos terreos da Comunidade de Montes de Lourizán, no concello de Pontevedra. Ámbalas dúas áreas estarían dentro do espazo natural dos Montes do Morrazo, protexido como solo rústico de especial protección de espazos naturais polas NN. SS e CC de Planeamento da provincia de Pontevedra, de especial protección forestal, de especial protección do patrimonio cultural, de augas e de infraestruturas. A Plataforma solicitou que os dous parques empresariais sexan retirados do Plan.

Estas dúas áreas recollidas neste plan sectorial non respostarían a unha demanda real como pon de manifesto que a propia Xunta e Xestur tomaran no 2010 a decisión de reducir á terceira parte o proxecto inicial de 1.500.000 de metros cadrados a recualificar (superficie análoga á suma dos parques da Pastoriza e da Cruz da Maceira e que sería incluso superada engadíndolle a do Monte Pornedo-montes de Lourizán), entre os montes de Aldán e Beluso, do Parque Empresarial e Industrial do Morrazo (PEIM) en Castiñeiras, recoñecendo que non existía tal demanda empresarial e que a crise así o condicionaba.

Mais tamén e segundo os datos aparecidos na páxina web oficial de Xestur, unha das entidades que xestiona o solo industrial en Galicia, só na provincia de Pontevedra habería até un total de 1.463.566 metros cadrados dispoñíbeis para calquera empresa, que se sumarían aos miles de metros cadrados baleiros noutros polígonos xestionados por outras entidades e aquelas parcelas que a pesares de estar mercadas non teñen ningún tipo de instalación.

O espazo natural dos Montes do Morrazo, alén de funcionar como recurso das actividades forestais e agrogandeiras tradicionais, e das socioculturais e turísticas, constitúe o corredor ecolóxico natural e fundamental que serve para garantir a conectividade biolóxica da peninsula do Morrazo, conectando as áreas costeiras desde a Costa da Vela até os espazos interiores das terras de Pontevedra. Calquera actuación que non teña en conta a importancia deste corredor e sexa irrespectuosa co medio, como poden ser as dúas áreas empresariais proxectadas, fragmentaría a paisaxe e repercutiría gravemente na riqueza natural destes montes. Por iso desde a Plataforma en Defensa dos Montes do Morrazo pedimos tamén a inclusión deste espazo dentro da ampliación da Rede Natura 2000.

Alén da grande riqueza natural que se vería afectada pola construción destas dúas áreas empresariais (carballeiras, bosque de ribeira, nacementos dos ríos da Fraga, Gorgadas-Loira, Louredo, bosques de repoboación forestal, monte comunal e privado) tamén hai que destacar que os Montes do Morrazo se caracteriza por ser un grande espazo onde existen múltiplos xacementos arqueolóxicos e onde as áreas de protección de elementos patrimoniais coma os xacementos do Calcolítico de Chan das Bolas e abrigos do Monte Agudelo, mámoa neolítica de Forno das Arcas e ruínas da Capela de San Lourenzo do século XVII se verían afectados polo parque empresarial de Marín-Moaña.

Ou o Complexo Rupestre do Pornedo (GA36026015), Petróglifos dos Sete Camiños (GA36026036), Mámoa de Chan da Lagoa, nº 1 (GA36038039) e Mámoa de Chan da Lagoa nº 2 (GA36038072), a Mámoa do Catadoiro (GA36038037), a Mámoa de Sete Camiños, en proceso de catalogación, e o Abrigo Rochoso de Catadoiro en proceso de catalogación (xa se avisou á D.X. de Patrimonio Cultural e nas próximas semanas enviarán a un técnico) que se poderían ver afectados pola plataforma loxística Marín-Pontevedra.

Esta grande riqueza arqueolóxica e patrimonial á que lle habería que sumar outros xacementos arqueolóxicos como o Conxunto de gravados rupestres de Piñeiral do Caeiro (GA36026015), Conxunto de gravados rupestres do Regato dos Buratos – Outeiro da Mina (GA36038023), Petróglifo da Cachada do Vello, que se daba por perdido e que foi recentemente encontrado, Petróglifo de Pumariño (GA36038024), Complexo Rupestre da Carrasca (GA36026013), Complexo Rupestre de Champás (GA36026014), Mámoa de Cavada do Pito (GA36058004), son as razóns que motivan a un grupo de máis de 20 colectivos sociais a apoiar e traballar na creación do Espazo Natural e Arqueolóxico dos Sete Camiños que a Plataforma en Defensa dos Montes do Morrazo tamén apoia.

Tamén se verían afectados o sendeiro ecolóxico do Morrazo (GR-59), sendeiro do río da Fraga, sendeiro de Chans e sendeiro de bicis todo terreo do concello de Marín. E a Liña de Alta Tensión Lourizán-Cangas. Por último consideramos a actitude dos distintos partidos políticos a nivel local de Marín e Moaña como lamentábel, porque no seu afán localista e da man da especulación empresarial dentro dun modelo claramente insustentábel seguen insistindo, a pesares dos miles de metros cadrados baleiros noutros polígonos, en construír en solo protexido as súas áreas industriais.